5 de mai de 2004

Eu não quero matar ninguém não moça !

Mais um epsódio da jornada de um jovem atrás de sua carteira de habilitação !

No capítulo anterior, que por acaso não foi ao ar, fui ao Detran, levar alguns documentos, como cópia da identidade, fotos, e lá, me foi indicada a clínica aonde eu deveria fazer meu exame psicotécnico. Levei os papéis para a Auto Escola marcar a consulta.

Hoje, fui até a clinica realizar os exames. Assim que cheguei, logo recebi um pequeno questionário, com desde as perguntas básicas, a até algumas como se a pessoa usa óculos, se tem alguma deficiencia...

Depois de muita espera, fui chamado pela psicóloga para começar os testes. Mas antes, ela fez um novo questionário, que lembrava muito o primeiro que eu havia respondido, com mais algumas perguntas, como, Religião, Por que eu quero habilitação, qual meu hobby favorito (???), se eu dormi bem... e ela foi preenchendo tudo exatamente como eu respondi. Apenas quando ela perguntou se eu já tive alguma fratura, a única que tive foi quando eu quebrei o braço com quatro anos, ela colocou que não tive nenhuma fratura, já que faz tanto tempo.

Depois deste questionário, tive que esperar ela fazer o mesmo com o resto do pessoal que estava lá para o exame. Após mais uma longa espera, é dado inicio à bateria de testes.

O primeiro, era um caderno com 60 questões, a serem respondidas em um cartão resposta. Nada novo até aí, se não fossem as perguntas... As perguntas eram do nível : "Ouço vozes em minha cabeça", "Gosto de matar e ver animais mortos", "Frequentemente sinto vontade de conversar com alguém, mesmo que seja desconhecido", "Já pensei em me matar" entre outras do mesmo nível. Apenas umas cinco eram coisas boas ...

Após isso, foi a hora de desenhar. Em folhas diferentes, desenhei uma casa, uma árvore e uma pessoa. Pra quê, eu também não sei.

O próximo foi um que eu já tinha ouvido falar a muito tempo, mas de uma forma bem diferente. A psicóloga me entregou outro livro com um cartão resposta. Ao abrir o livro, dou de cara o tão falado burro do exame psicotécnico. Mas de uma forma um tanto quanto diferente. No livrinho haviam mais de 40 desenhos para juntar as partes. Começou facilmente, mas ai começou a complicar, até aparecer vários traços cruzados no quadro maior, e as opções serem cada vez mais parecidas. Não foi necessário fazer todos os desenhos. Depois de uns 20 ela já passou para o próximo teste.

O penúltimo teste era das "setinhas". No alto da folha haviam três tipos de setas : Uma seta indicando para a direta toda preenchida, uma seta para baixo somente contorno com um pinguinho dentro, e uma seta somente contornada indicando para a esquerda. abaixo, umas duzentas setas ou mais em várias direções e cores. A minha missão era passar um traço em todas as setas iguais as setas do começo da folha. Também não foi nescessário fazer toda a folha.

O ultimo, e também um dos que mais exigem da pessoa, era uma folha, que havia 50 placas de quilometragem, de 1 à 50, só que embaralhada na folha. Nesse momento, a missão era de ir marcando quilometro por quilometro, sem pular nenhuma placa, em 5 minutos. É bem complicado, ainda mais por que ela ainda disse que estava controlando meu tempo. Com certeza, não foram 5 minutos. Ela tirou a folha antes, aparentemente também não precisava ir até o final ...

Depois de todos esses testes, foi a vez do teste da visão : Fui até uma máquina quadrada, com um binóculo, olhei lá dentro e ia falando as letras que iam acendendo dentro da máquina. Primeiro, de um dos olhos, depois do outro e logo em seguida os dois. As letras vão passando cada vez mais longe. Quando, de repente, um flash na vista e lhe pergunta logo emcima, qual letra apareceu. Depois, luzes verde, vermelha e amarela acendem, e alguns leds também, para dizer quantos se está vendo.

Agora terei que esperar até amanhã para sair o resultado para levar até a Auto Escola. Não perca os próximos capítulos !
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